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À vista o ano 2025! Adeus 2024!

 Madrugada sem sono como barco no bamboleio do mar fim de ano Paulinha falou que se sente estar no limbo - terminou o ciclo escolar, prestou exames do vestibular para Educação Física, vai passar 1 mes em Toronto/ Canadá e não sabe o que vai ser da sua vida quando voltar em fevereiro : sua vida tá em aberto ! Compartilho esse estado de espírito da minha neta e envolta nesse clima de fim de ano ,sinto a estranheza da passagem do tempo... mil lembranças surgem, emaranhado de flashes com mistura de vivências e esquecimentos. 2024 prestes a terminar com o forte registro da partida da Jussara e do Shinji - éramos seis irmãos e agora somos só cinco! Mudanças na dinâmica familiar : Lia foi morar com a família em Brasília, bebês crescendo, crianças virando adolescentes, fazendo vestibular... Nós os cinco irmãos já somos todos setentonas/ão ! Velhice invadindo nossos corpos...Tonco com dores nas costas, Gê vai ter de extrair um sarcoma no abdomen...ai ai ,chegou a hora de encarar as fragilid...

4 anos sem o pai

 Antes eu só via a data dos Finados como um feriado. Desde 2020 essa data traz a lembrança do pai que escolheu partir logo após o dia de finados, um dia chuvoso...ele partiu em silêncio, sem alarde sem aviso. Como diz o Dió ele escolheu partir nesse dia desse jeito... Ontem marcamos essa data reunindo os irm@s na casa da Yu, guardiã do altarzinho dos ancestrais. Ninguém nem sugeriu ir ao cemitério ! Parece que esse é o jeito que sentimos como o melhor para celebrar a memória do nosso pai. Colocamos incensos em ordem , Tonco, Nonco, Eu, Yu e Dió...ficou bem marcada a ausencia do Shin pra quem também acendemos incensos... Foi um almoço gostoso como sempre recheado de risadas, fofocas e cutucadas mútuas. Lembramos episódios do pai, tempo que ele ficou internado, o lugar que ele sentava à mesa...acho que ninguém ficou triste, apenas um sentimento terno de saudade e recordações. Ficamos preparando a festa de confraternização da família que será dia 22/12( por conta do Enen, Fuvest que P...

Resgatando

O Dió resgatou uma mensagem de 2011 que decidimos que era bonito ficar aqui!  Em 27/01/2011 14:44, Rioco Kayano < kayanorio@gmail.com > escreveu: Queridas irmãs/o e cia ltda, ontem quarta feira fui cumprir meu compromisso de fazer companhia aos pais. Cheguei lá às 9hs e saí 13hs. Levei livro e bordado mas nem toquei neles pq fiquei o tempo todo na cozinha ajudando a mãe na esquentação do almoço e batendo papo com os dois,.Saí com o coração cheio de sentimentos variados um tanto mexida por vê-los velhos e surpresa por tê-los tão perto mas com diálogo tão limitado,diria. Sempre qdo os vejo acabo conversando c/ vcs sobre assuntos nossos e percebi q estava distante deles em termos de troca e compartilhamento.. Conversei c/ eles sobre a velhice, as limitações que essa condição vai impondo, chegar num equilibrio entre fazer o que eles sentem que podem e não fazer o que eles acham que não podem mais. A percepção que eu tinha do pai se mostrou certa isto é, ele me disse que até recen...

Agora somos nós cinco !

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  Me animei que tod@s concordaram em continuar alimentando esse blog. Fui dar uma olhada retroativa no zap dos irm@s entre fins de julho até o dia 01 de setembro quando teve o desfecho, o calvário do Shin até a sua partida...Reler foi sofrido pra mim mas pensei que não registrar nada desse período não faz jus a esse blog nosso. Tudo tá ali no zap, a constatação do estado mental e físico do Shin, sua irritabilidade, insegurança, dificuldades de todo tipo, sua impossibilidade de se virar até para arrumar a mala. Nossas dúvidas e discussões sobre decidir a vida do Shin, Yuko fazendo a intermediação com os filhos, arrumação do apê que seria cedido pro Shin morar em SP, as vaquinhas $ pra custear as despesas e, finalmente a conclusão de levá-lo a uma instituição (ILPI) na V. Prudente. Vamos e venhamos se não fosse  o empenho e o desempenho da santa Yuko a coisa seria bem mais difícil. No começo de agosto Shin foi trazido de Peruibe e levado direto pra essa que só foi moradia dele p...

Benvindo Yuri, o mais novo membro da família Kayano

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 Em abril desse ano Jussara partiu e 5 meses após, em setembro , Shin também partiu deixando em nós um sentimento grande de falta. Nesse processo de perdas, ficamos mais próximos dos 3 sobrinhos, preenchendo o vazio que vivenciamos.  A Flávia, mulher do Lucas já no final da gravidez nos deu pretexto para nos aproximarmos mais. Fizemos um chá de bebê aqui na minha casa, compramos presentes e fraldas, fizemos um encontro alegre na véspera da eleição ( dia 5/10). Pois hoje recebemos a boa notícia da chegada do menino Yuri, o 5o neto do Shin, nosso mais novo sobrinho-neto! Que energia boa é a vinda de um bebê mesmo nesse mundo conturbado com ameaças de guerra, de desastres ambientais. Bebê é renovação e esperança de continuidade da vida. Registro esse fato alentador nesse espaço que criamos quando os pais partiram e caiu em desuso só porque cedemos à comodidade do zap. Sou a última das moicanas ainda tentando batalhar pela sobrevivência desses retalhos de memória...

Chamando a mãe

 Tanto tempo sem sonhar com o pai nem com a mãe, embora tenha pensado muito neles, principalmente na mãe nesse tempo em que acompanhamos os dias derradeiros do Shin.,, Pois eu estava sentada no sofá da sala e me vi cercada por enxame de mosquitos (ou borboletinhas ?), fiquei assustada e pedi pra Paulinha chamar a mãe. Ela não apareceu mas mandou chamar um menino pra ajudar...o chão estava todo enlameado, parece que jorravam lamas de uma pequena piscina (?). Logo em seguida tudo estava limpo e eu senti um grande alívio e conforto e...acordei...senti saudade de ver a mãe no tempo que era ativa e ágil ...ai ai ,ainda bem que existe o sonho... Rió

3 anos sem o pai...

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  No dia 2, dia de finados, eu nem tava ligada em cemitérios nem lembrando que no dia seguinte completariam 3 anos sem o pai. Lembrei que a Alice,colega do atelier, falou uns dias atrás que faziam 75 anos que o pai dela tinha falecido. Fiquei admirada por ela se lembrar do pai tantas décadas depois e...comecei a pensar no nosso pai e fucei uns álbuns de fotos, reparando a fisionomia dele em várias fases, tem uma ele gargalhando com bisneto no colo ( acho que é o Lucas da Juju), outro bem jovem e aquele que conhecemos como sendo talvez a última. Aí peguei um quadro que pintei em 2007 com a casa de Aliança e a Baatchan com a mala ( era lembrando que quando ela nos visitava eu ficava muito alegre) e comecei a colocar retratos do pai... Nosso professor não ia gostar de interferência num quadro antigo ( " deixa, deixa, não mexe, pinta outro quadro!") mas já que ele se foi resolvi me rebelar. Decidi me colocar também no quadro (eu bem jovem logo após o nascimento da Mimi)...sei lá ...