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Mostrando postagens de dezembro, 2021

Adeus 2021 ! Que venha 2022 com esperança alegre!

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Eu estava numa casa alugada no Reveillon 2020 com a família ,escapando do confinamento,alegre e feliz. No dia seguinte, ao acordar ficamos sabendo da triste notícia da morte do Diogo, um amigo querido, ex marido da Livia, amiga mais antiga da Mimi e nossa amiga também. Ao longo de 2021 perdemos muitas pessoas não só por covid mas tambem por outras causas. Em fevereiro perdemos a nossa mãe e...sentimos pela primeira vez o que é a sensação de orfandade, mesmo nos consolando que tivemos convivência longa com nossos pais. Agora que estamos no último dia do ano, decidi registrar aqui a minha particular retrospectiva 2021 pois, nesses tempos de reclusão perde-se com facilidade a noção do tempo. das coisas vividas. Para mim manter a rotina do " pintar e bordar" foi super importante para não cair no imobilismo e na pasmaceira. Fiquei com as colegas da pintura ( Tonco idem ) produzindo haiku e discutindo arte e pintura pelo meio virtual. Pintei 10 quadros registrando passo a passo o p...

Casamento dos pais

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Lembrei de repente que na data de hoje, há tanto tempo atrás ( 1944 ), nossos pais se casaram. Quando a gente falava disso, eles sorriam e faziam cara de "ah é ? " mas dava pra perceber que gostavam desse parabéns. Talvez cada um ficava recordando algo desse evento da vida. A mãe uma vez falou sobre a foto do casamento ( acho que foi feito dias depois ) que o pai tinha pintado a sobrancelha dela com uma discreta feição emocionada. Pra um casamento arranjado como foi até que eles se viraram bem, tiveram a sabedoria de encontrar alguns elos que, ao longo da vida, sustentaram a relação. Como diz a Yuko, o estoicismo e o espírito de "gaman" da mãe contribuíram nisso também. No final da vida o pai foi ficando mais suave, afetuoso e dava demonstrações de carinho, segurando a mão da mãe, dando-lhe comida na boca. Eu fiquei com a intuição de que o pai quis partir antes porque percebia o sofrimento da mãe e ela só partiria depois dele. Pode ser fantasia minha mas eu gostei d...
  DEZ MESES SEM A MÃE. Hoje , 10º  mês de partida da mãe,  Tonco, Zé e eu acendemos incenso no oratório e eu ofereci uma porção zinha de somem e tofu para os pais. Pensando muito na mãe, lembrei de uma expressão que ela usava muito, apesar de sempre se professar atéia : “Bati da ataru” que equivale a “Deus castiga”. Toda vez que acontecia algo de muito bom, principalmente quando se sentava à mesa farta, com comidas boas e caras, ela dizia : “ Bati ga ataru ka ne”.  Apesar de ter levado uma vida tão sacrificada desde a mocidade, trabalhando duro na roça, e depois ter criado seis filhos que nasceram praticamente um a cada ano, o que deve ter-lhe imposto muitas renúncias e sacrifícios, parece que ela não se sentia merecedora de muitos prazeres nem conforto na vida cotidiana. Lembro muito de um dia que passei para dar um alô aos pais na casa da Vila, no período da manhã, no meio da semana, a mãe estava preparando um lagostim que acabava de trazer da feira, e qu...
 13º mes de falecimento do nosso pai. 03 de dezembro de 2021 Hoje pensei muito no pai. Queria registrar algo no nosso blog, mas a inspiração não veio. Já à noite, a Tonco me escreveu no zap : “Hoje é 3 de dezembro. 13º mês de falecimento do pai” Aí tive que interromper a série que via no Netflix em companhia da Cecília e desci para acender um incenso para o pai e para a mãe, oferecer um copinho com água fresca e sentei no computador, só para registrar a passagem desta data. Penso todos os dias no pai e na mãe,   dialogo muitas vezes com eles, mas agora o sentimento que impera é de uma   saudade boa , sem tristeza.   E de gratidão, pela vida que levo nesta casa que foi deles, pelas pessoas com quem convivo dentro desta casa, e também por todas as pessoas que vivem nesta Vila, uma comunidade pacata, de fácil convivência. Fico satisfeita em   pensar que os pais viveram aqui os últimos anos da vida deles, sem grandes sobressaltos, e que me deixaram esse le...