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Mostrando postagens de junho, 2021

Mãe, nossa mãe, a sombra da flor

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 Esse nome poético que a mãe escolheu para usar como haikaista é interessante e mostra bem a pessoa dela. Ela gostava de cultivar flores mas nunca quis aparecer mais do que a proṕria flor, gostava de ficar à sombra dela. Essa divagação minha veio por conta do texto anterior da Nonco e por conta do Gê ter trazido pra mim um ramo que floriu de uma planta que ele trouxe do quintal da mãe no dia da partida dela...fiquei tão emocionada ! Eu nunca tive paciência pra cuidar de planta mas por incrível que pareça, o Gê aprendeu a ter uma relação íntima com as plantas. Sempre fala que a relação dele com a sogra era pela comida e, principalmente, pelo amor às plantas.Ele sabe a história de cada planta e sempre guardou conexão com a nossa mãe por causa das plantas que ele pedia pra ela. Eu acho isso tão forte e afetivo e pensei que o florescimento dessa planta tem o sentido da presença da mãe. A sombra dela sempre estará atras de cada flor singela ou exuberante.  Rió
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 Pois é  No domingo dia 20, almoçamos os irmãos todos ( naturais e de coração : incluindo Olinda, Sami.) Foi um almoço muito divertido ( como sempre) comilança, papos paralelos e atravessados, muita risada etc Acabamos saindo perto das 17 hs. Segunda à noite divaguei sobre a mãe e nossos encontros na casa dos pais. Lembrei da mãe participando entre divertida e também como sempre achando que éramos demais barulhentas. Com o passar dos anos ela não ouvia bem, depois calou-se e começou a ter  dificuldade para ficar plenamente acordada…foram cerca de quatro anos : ela se afastando … Mas quando penso nela só me lembro dela quando estava presente: com as falas, pequenas ironias, lembranças rememoradas, algumas lições práticas e até morais: tudo traz saudades, algumas perguntas não feitas , reflexões conjuntas…Tivemos sorte em ter desfrutado da presença dos pais por tempo suficiente para que nós,filhos  já na terceira  idade compreendê-los como pessoas com seus esforço...
  SETE MESES SEM O PAI   Yuko , 02/06/2021 Amanhã, 03/06/2021, faz 7 meses que o nosso pai se foi. Lembrando com saudades dele, resolvi escrever alguma coisa para marcar a data. O mês de junho remete às Festas Juninas. No período em que morei na cidade de Lavínia, de 1957 a 1964, lembro que tivemos várias festas juninas na nossa casa, mas   guardo lembranças de uma em particular.     O pai trouxe lenhas, galhos e troncos secos de árvores do sítio e fez uma bela fogueira   na calçada em frente à casa. Lembro que fiquei insatisfeita com a maneira desordenada como ele foi jogando os galhos e troncos, ao invés de montá-los formando um quadrado regular, como eu via na fogueira das outras casas. Claro que não falei nada, com medo de provocar a ira do pai. Fizemos churrasco na fogueira, assamos batata doce, e compartilhamos com as crianças da cidade que ali apareceram. A mãe fez uma montanha de “oniguiri”, e   um dos meninos viu e exclamou : “O...