Adeus Mãe

 Durante o meu inferno astral no ano passado, eu estava um tanto melancólica, pensando nos 98 anos da mâe, no meu niver chegando e anotei num caderninho...acho que até mandei pr@s  man@s...

Minha mâe

Nossa mâe

Minha nossa velha mâe

Velha há tanto tempo

Tempo de também eu ficar velha

Meus irmâos, todos velhos

Nossa! Nossa mâe adormece cada vez mais...quase nâo se vẽ seus olhos, seus olhares

Ela sempre gostou do sono, de dormir, tirar soneca

Agora se entrega ao adormecer parecendo atrás de refúgio

Como adivinhar, como saber com'é esse estado de contínuo adormecer?

Quando também eu atingir esse estágio que ultrapassa a vigília, me entregar ao sono, vou alcançar a velhice de minha mâe?

Mistérios talvez desvendáveis com muita velhice. 

Minha velhice ainda tem de envelhecer mais e, quem sabe, poderei compreender velhice tâo velha?


Um dia antes do meu niver fiz esse poemeto:

Sem roupa no cabide

Nada de enfeite na parede

Balanço nâo há na rede

Quem vai saciar minha sede?

Tomara que eu sonhe

Oxalá possa sonhar com duende!

E o pavor de ficar doente?

E o vexame de estar carente?

Quem sabe eu viro crente?

Que chegue o dia seguinte, o xente!!


Rio

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