Floração na alameda
Essa madrugada sonhei com os pais, coisa que não acontecia um tempão.
Foi assim: eu e Mimi estávamos na praia onde tinha uma longa alameda.De repente vejo o pai andando a passos largos, meio curvado e descalço. Fiquei na dúvida se era mesmo o pai , aí a mãe apareceu e confirmou que era ele sim.Pai falou que desceu do ônibus e estava lá por causa de uma criança, entendi que precisava protegê-la ( salvá-la ?). Fiquei penalizada com ele pois parecia aflito...Ficamos eu e Mimi debatendo se era adequado comemorar (?) naquele lugar por causa do vento.
Vi um vidro como uma parede e a alameda cheia de cerejeiras rosas e brancas e também pés de ipês...coisa fantástica! fiquei piscando como se não acreditando no que meus olhos viam...acordei sentindo muita saudade dos pais....
Rió
Cerejeiras em flor
pai na alameda da praia
da areia só
vapor

eu mesma vou comentar pois sempre apanho pra colocar foto e queria saber quem montou essa foto? não parece que os pais estão combinando alguma coisa ? será que é o encontro no outro mundo ?
ResponderExcluirAcho que foi a Maria que trabalhava de dia. A mãe não falava mais, mas gostava de segurar a mão dele e ele às vezes puxava a mão. Achava prisão. Tadinha da mãe. As vezes ela deixava.
ExcluirQue sonho! Mistura aflição do pai e a beleza das flores, cerejeiras e ipês juntas! Lamento nunca sonhar com eles. Aliás quase nunca lembro de sonhos. Aí aí. Bjs
ResponderExcluirNossa, Rió, que sonho lindo!
ResponderExcluirLembrei muito do dia, ainda na minha infância, naquela nossa 1ª casa de Lavínia, em que foi noticiado no jornal japones (São Paulo Shimbum) que um casal de imigrantes japoneses no Peru foi brutalmente assassinado por assaltantes e deixou 4 filhos crianças que foram acolhidas pelo Serviço Social da localidade, por não ter parentes no país.
O pai então comentou , pesaroso : "Kawaissoo ni... koko made kitara sodatete yarunoni..."
Demonstração de tamanha generosidade e solidariedade que nunca esqueci.
E ele gostava de crianças! Sempre que apareciam minhas amigas com seus irmãos bebês, ele fazia questão de pegá-los no colo.
Muitas saudades do pai!
Pena que nunca sonho com ele nem com a mãe.
Yuko
Ola
ResponderExcluirSó vi o blog hoje pois fiquei sábado e domingo na cama devido a um gripe forte e chato . Hoje já está ou melhor…
O hai ku e muito singelo e legal : só mesmo no sonho cerejeira e ipê juntos : devia ser lindos!
Fiquei comovida c o que a Yuko escreveu sobre as crianças no Peru : parece c ele comovido …Nonco
Tô lendo sempre com atraso, he he. Rió, lindo o sonho, e melhor ainda, lembrar e contá-lo!
ExcluirSobre os humores diversos do pai, eu mesmo não me lembro dele sendo carinhoso com crianças, a não ser depois deles virem pra Sampa, com as e os neta/os:
lembro bem um dia, na casa da Sami, no sofá, ele sentou o Luismi no pé e ficou fazendo gangorra com ele, todo alegre.
Em Lavínia, acho que só via ele alegrão em dias de festas, depois de umas cervejas Antarctica, he he.
Aliás, olhando o passado distante, em Lavínia, naquela casona com quintal enorme e jaqueira, jaboticabeiras, dois coqueiros cheios de mandruvás, e o inesquecível pé de manga 'borbon', não me lembro de UMA única conversa com o pai, nem comigo, nem com o Ni...
ResponderExcluirDaí que acho que era a mãe que agenciava tudo - por ex: não sei quando nem como nós fomos colocados pra jogar 'yakyu' - mas lembro que de vez em quando a mãe mandava a gente levar alguma coisa bem simples pro técnico, de agradecimento - esqueci o nome dele, que morava pertinho da gente...
E a gente saía muitas vezes com ele, de caminhão - mas nunca lembro dele chamando a gente, nem dizer pra onde ia - algumas vezes pro sítio do Bicudo, a 11 km da cidade, outras vezes pra sítios de outros japas, pra carregamentos diversos... tudo sem qualquer noção de tempo, sem pressa, e muuitas vezes a gente saía com outros meninos, e voltávamos com meio saco de laranjas, que cada um chupava à vontade, cada um com os seus canivetes, sempre em casa - ou seja, no quintal, nunca dentro de casa: no máximo, era na varanda, ou na garagem do caminhão, ou na carroceria. Com certeza, nenhuma lembrança de escola, tarefas, exames, he he.
Uma das lembranças trágicas - o suicídio de um japa, relativamente jovem, sem família(?), com um tiro de revólver - e ele estendido numa carroceria baixa, em frente da nossa casa. Tb não lembro o nome dele... porque ele foi levado pra nossa casa? - talvez pelo fato dele morar sozinho e o pai ser o 'kaichô'...? - e a delegacia de polícia ficar a meia quadra pra baixo.
... alguém lembra o nome da rua? acho que o número da casa era 52, na frente ficava a Prefeitura, ao lado dela o fotógrafo, o japonês, que fechou logo... e ao lado dele, um pouco depois, o banco Bradesco. Onde trabalhou o Agnaldo, 'nosso padrinho' de crisma.
Eu tb não lembro dos sonhos, só sei que sonho, mas acho que não tem cores. Então, só posso registrar algumas lembranças, cada vez mais claudicantes, he he