Resgatando
O Dió resgatou uma mensagem de 2011 que decidimos que era bonito ficar aqui!
Em 27/01/2011 14:44, Rioco Kayano < kayanorio@gmail.com > escreveu:
Queridas irmãs/o e cia ltda, ontem quarta feira fui cumprir meu
compromisso de fazer companhia aos pais. Cheguei lá às 9hs e saí 13hs.
Levei livro e bordado mas nem toquei neles pq fiquei o tempo todo na
cozinha ajudando a mãe na esquentação do almoço e batendo papo com os
dois,.Saí com o coração cheio de sentimentos variados um tanto mexida
por vê-los velhos e surpresa por tê-los tão perto mas com diálogo tão
limitado,diria. Sempre qdo os vejo acabo conversando c/ vcs sobre
assuntos nossos e percebi q estava distante deles em termos de troca e
compartilhamento..
Conversei c/ eles sobre a velhice, as limitações que
essa condição vai impondo, chegar num equilibrio entre fazer o que
eles sentem que podem e não fazer o que eles acham que não podem mais.
A percepção que eu tinha do pai se mostrou certa isto é, ele me disse
que até recentemente não se sentia um velho mas ultimamente está se
dando conta de que está velho e não sabe até qdo dá pra *fazer a feira* .
Disse que não tem disposição de sair de casa, não sente fraqueza nas
pernas e carrega a sacola de compras mas se pudesse não fazer não
sairia de casa. Falou com certa melancolia sobre a velhice e a
diminuição dos amigos de Haiku que dificilmente vai sobreviver à morte
das cerca de 100 pessoas que se juntam pra fazer essa atividade..
Mas não falamos só sobre isso, falamos sobre outros assuntos variados.
A mãe nem sabia que Mimi era professora de criança (ou esqueceu?) e
que no nosso grupo de bordado participam tambem as jovens. Ela se
mostrou disposta a bordar e eu lhe prometi arrumar agulhas mais
grossas e facilitar-lhe a tarefa de passar a linha na agulha.
Contei-lhe do que faço c/ grupos de bordado e me propus um
desafio- integrar a mãe na arte do bordado. Me senti bem gratificada
c/ a manhã que passei lá ,senti que eles ficaram felizes e eu tambem
me senti bem mais próxima deles.
Gostaria de compartilhar c/ vcs essa convivencia.
Beijos Rió
Deu saudades dos pais, lendo.este texto. Não conversámos muito com eles apesar de.estar todos.os dias desde que mudaram pra vila. E o Dió ressuscitou o texto de 13 anos atrás. Muito bom!
ResponderExcluirPoisé, ainda bem que eu guardei essa msg da Rió, que gostei demais...
ResponderExcluirAproveito pra postar a minha resposta pra Rió - na época, era só via email, né
Dia 28/janeiro/2011
Rió e demais:
suas observações me tocaram muito...
essa história de que as "nossas" conversas acabam deixando de fora os nossos pais ficou bastante evidente no almoço naquela Sobaria mato-grossense
(Obs. foi sim, na V Mariana)
Esse 'anônimo' sou eu, Dió, he he
ResponderExcluirFalo sério, a Rió tem um jeito de escrever que acho demais! Pra quem viveu de perto o que ela relata, parece que desperta um montão de coisas que não estão escritas, digamos que estão embutidas, he he. Algo parecido com haikai?
ExcluirE a Mimi segue os passos da mamãe, né. Textos adoráveis!!!